Riscos de ciberataques corporativos no Brasil são maiores do que a média global

Riscos de ciberataques corporativos no Brasil são maiores do que a média global

A chance geral de usuários corporativos serem atingidos por ameaças cibernéticas para computadores aumentou 24% (de 11,25% para 13,9%) em todo o mundo em um ano. A conclusão é do Relatório da Avast, que analisa ameaças bloqueadas pela companhia de 16 de março de 2021 a 14 de abril de 2021 em relação ao mesmo período de 2020.

De acordo com o levantamento, no Brasil, essa probabilidade é ainda maior: 17,52%. O relatório inclui dados de países, territórios e regiões com pelo menos 10 mil computadores pertencentes a usuários domésticos que foram expostos a ameaças durante o período da amostra e pelo menos mil computadores usados por empresas.

O RELATÓRIO PODE SER VISTO AQUI

A análise considera ameaças totais e avançadas para determinar a taxa de risco. Já a taxa de risco avalia a quantidade de computadores em que as camadas de proteção da Avast interromperam pelo menos uma ameaça em relação ao número total de equipamentos que a solução protegeu proativamente.

Influência da pandemia

Um dos motivos para o aumento global foi a chegada da pandemia de COVID-19, que permitiu que as equipes passassem rapidamente a trabalhar em casa. “Nem todas as empresas foram preparadas com VPNs corporativas seguras e soluções de acesso remoto. Os cibercriminosos se aproveitam disso”, comenta Michal Salat, diretor de inteligência de ameaças da companhia.

O documento analisa, ainda, o risco de ameaças avançadas (mais sofisticadas ou nunca vistas antes) atingirem as empresas. Elas buscam contornar as tecnologias de proteção comuns dos softwares de segurança. Para essas ameaças, usuários corporativos no Brasil tinham taxa de risco de 3,43% contra os 2,29% da média global.

Via: CanalTech
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56% das empresas solicitam ajuda de segurança somente após sofrerem ciberataques

56% das empresas solicitam ajuda de segurança somente após sofrerem ciberataques

Uma pesquisa realizada pela Kaspersky revelou que as empresas só buscam auxílio de proteção quando sofrem ciberataques perigosos.

Cerca de 56% das solicitações de Incident Response (resposta a incidentes de segurança) em 2018, segundo o relatório da firma de cibersegurança, foram feitas após as organizações terem sido vítimas de transações não-autorizadas, estações de trabalho criptografadas por ransomware e indisponibilidade de serviços.

A pesquisa também mostra que 44% dessas solicitações foram feitas após a detecção, mas enquanto a ameaça ainda estava em um estágio inicial. Muitos acreditam que o pedido de Incident Response precisa ser feito somente quando o ataque já ocorreu, mas especialistas de segurança da Kaspersky explicam que a medida também é capaz de detectar ataques ainda na fase inicial, evitando maiores danos.

Em ambos os casos, a Kaspersky explica que há possibilidade de existir um ataque em andamento, mas muitas vezes é necessário o apoio de especialistas externos para descobrir os efeitos da ameaça e se ela já foi interrompida.

Ainda no ano passado, 22% dos casos registrados aconteceram após a descoberta de possíveis atividades maliciosas na rede, enquanto outros 22% dos registros tiveram início quando um arquivo malicioso foi encontrado no sistema.

A pesquisa também descobriu que 26% dos casos de registros tardios foram causados por infecção de ransomware, e 11% acabam resultando no roubo de dinheiro. Cerca de 19% dos casos tardios foram detectados pelo spam das contas de e-mail, pela indisponibilidade de serviços ou por uma violação bem-sucedida.

Fora isso, o relatório mostra que, no ano passado, 81% das empresas que pediram a análise contavam com indícios de atividade maliciosa na rede interna, e que 34% apresentaram sinais de ataque direcionado avançado. Além disso, 54,2% das organizações financeiras foram atacadas por grupos especializados em ameaças persistentes avançadas, as APTs.