Vazamentos de dados cresceram 47% desde o início da pandemia

Vazamentos de dados cresceram 47% desde o início da pandemia

A disseminação do novo coronavírus se tornou, além de um problema de saúde pública, uma questão de segurança digital. Agora, esse aspecto surge com evidências numéricas em um estudo da PSafe, que revelou um aumento de 47% no número de empresas vítimas de vazamentos de credenciais e informações confidenciais desde março, quando a pandemia foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O aumento se refere ao número registrado no trimestre anterior e, para os especialistas em segurança, é um reflexo direto da adoção acelerada do home office na maioria das empresas ao redor do mundo. O trabalho a distância teve de ser implementado às pressas e sem os protocolos de proteção necessários, o que acabou fazendo com que o mercado corporativo se tornasse um alvo ainda maior para os hackers.

“Os colaboradores passaram a utilizar o Wi-Fi de suas próprias casas, que não proporcionam o mesmo nível de segurança das redes empresariais. O próprio dispositivo [também está sendo usado para trabalhar], algo que, sem uma solução de segurança adequada, põe em risco os dados confidenciais”, explica Marco De Mello, CEO da PSafe. Para ele, a adoção do home office levou não apenas a atropelos na implementação de salvaguardas, mas também criou novas necessidades que não estão sendo atendidas.

O executivo aponta, ainda, a iminência da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passa a valer em agosto deste ano. Com as novas exigências do governo, que se não cumpridas, podem resultar em multas e sanções, as companhias têm uma nova preocupação relacionada à segurança, que surge em um ambiente no qual sua implementação pode não ser das melhores.

“A conjuntura dois fatos reforça que é preciso interceder com rapidez”, completa Mello, indicando a adoção de soluções de segurança corporativas como o melhor caminho. Plataformas de gerenciamento e monitoramento de rede, assim como sistemas de controle de acesso se tornaram essenciais para garantir proteção nestes momentos complicados, com as defesas continuando de pé mesmo com um eventual retorno às atividades presenciais.

Além disso, os colaboradores e administradores devem ficar atentos a ataques de phishing e golpes que usam engenharia social como porta de entrada para as redes corporativas. Por fim, o ideal é manter soluções de segurança atualizadas, assim como os próprios dispositivos conectados às infraestruturas internas, como forma de mitigar falhas conhecidas que possam ser exploradas por criminosos.

Via: CanalTech

Fonte: PSafe
Coronavírus eleva ataques cibernéticos: saiba como se proteger

Coronavírus eleva ataques cibernéticos: saiba como se proteger

Hackers se aproveitam de tema sensível para lançar golpes, roubar dados e extorquir vítimas

As ameaças digitais estão se aproveitando da preocupação das pessoas com a Covid-19. Com tantas pessoas em busca de informações sobre a doença, hackers enviam mensagens com notícias falsas fingindo serem informações reais da OMS (Organização Mundial da Saúde), de universidades de renome e de outras organizações, espalhando assim uma série de malwares criados para roubar ou alterar dados dos seus dispositivos e ter acesso irrestrito a arquivos, sejam eles corporativos ou pessoais.

Recentemente, a CISA (Agência de Infraestrutura de Segurança dos Estados Unidos) emitiu um alerta pedindo atenção aos golpes virtuais relacionados à enfermidade. Segundo a agência, os criminosos enviam e-mails com links para sites fraudulentos e anexos maliciosos, induzindo as vítimas a revelar informações confidenciais ou fazer doações para instituições que não existem.

Na lista abaixo, confira cinco dicas para evitar que você e seus colaboradores caiam em golpes, mantendo seus dispositivos e informações a salvo.

Tenha cuidado com seus e-mails

E-mails com logotipos parecidos ao da OMS ou de universidades famosas com um anexo para fazer o teste de coronavírus. Se você abrir o documento, más notícias. Quando é baixado, ele solicita a instalação de um programa que infecta seu computador com um malware. Outro golpe que tem sido comum é o de um link para um vídeo que mostra a construção dos hospitais temporários na China durante o surto de COVID-19 no país. Isto só para citar dois exemplos de truques que os hackers estão usando para invadir computadores no mundo todo.

Outra fraude comum é o envio de mensagens disfarçadas de documentos importantes sobre o COVID-19 ou relacionadas ao seu trabalho. O e-mail geralmente pede aos usuários para que baixem e abram vários anexos do Office. Acontece que estes anexos instalam tipos de vírus perigosos para sua máquina.

“A principal orientação nesses casos é: suspeite de todos os e-mails sobre o coronavírus. Evite clicar em links de e-mail suspeitos, fazer download de documentos desconhecidos e use apenas fontes confiáveis ​​para se informar sobre o COVID-19. Nunca revele informações pessoais ou financeiras por e-mail e sempre confirme a autenticidade de uma instituição antes de fazer doações”, orienta Dean Coclin, diretor sênior de desenvolvimento de negócios da DigiCert.

Lembre-se de deletar mensagens suspeitas de remetentes desconhecidos. E se tiver dúvidas sobre algum link que recebeu, entre em contato com seu suporte de TI.

Outra coisa importante é se certificar de que seu e-mail pessoal e de trabalho estão em dispositivos diferentes, pois se um dos correios eletrônicos for atingido por um hacker, o outro estará protegido. É muito comum que um vírus do seu e-mail pessoal também infecte um e-mail comercial.

Navegue com atenção

Enquanto circula por sites, mídias sociais e aplicativos, não abra e baixe arquivos de sites suspeitos, nem clique em qualquer link enviado em redes sociais. E mantenha todos os seus dispositivos com antivírus atualizado.

Proteja sua rede

Uma rede invadida pode significar acesso ao sistema por usuários não autorizados. Elimine essa chance controlando quem pode ter acesso a ela. Para isso use a Autenticação Multifator (MFA), ela garante que apenas usuários autorizados possam acessar sistemas controlados. Além disso crie uma senha forte para sua internet doméstica.

“Se você optar por usar seu dispositivo em uma cafeteria ou outro espaço público, tome cuidado com o Wi-Fi público e não confie em redes abertas. Sempre verifique se o dispositivo não está configurado para se conectar automaticamente a qualquer sinal Wi-Fi e, se estiver, desabilite esta função. Com estes cuidados, você já reduz bastante o risco de crimes cibernéticos “, explica Coclin.

Se necessário, use seu telefone como ponto de acesso e configure seu dispositivo para que ele fique no modo invisível ou oculto para os outros dispositivos conectados à mesma internet.

Home Office seguro

O risco de ataques cibernéticos é ainda maior agora no período de isolamento social ou quarenta, já que muitas pessoas estão trabalhando de casa. Nessa hora, adotar hábitos de segurança é mais importante do que nunca.

Além de seguir as dicas listadas acima, lembre-se de trabalhar em um ambiente seguro e de todas as noites guardar seus dispositivos em lugares fechados, como em armários ou gavetas. Nunca se afaste do seu computador com ele desbloqueado e não permita que outras pessoas da família usem seus dispositivos de trabalho. Tente sempre usar um computador apenas para o trabalho e outro pessoal, que pode ser compartilhado com a família. Além disso, siga as diretrizes da equipe de TI da empresa e relate a ela qualquer problema ou e-mail suspeito que você receba.

Backup

Lembre sempre de verificar seus Backups. BACKUP (cópia de segurança) dos seus dados é um procedimento indispensável para o funcionamento do seu sistema de computadores. Talvez você nunca precise utilizá-los, porém é melhor prevenir. O backup é a única forma de recuperar informações em caso de desastres.

Fonte: CIO