Investimento em segurança da informação se torna vantagem competitiva em 2021

Investimento em segurança da informação se torna vantagem competitiva em 2021

Os ataques cibernéticos passaram a ser alvos de preocupação e entraram de vez no radar da maioria das empresas brasileiras, principalmente após a explosão de casos registrados ao longo de 2020. Como exemplo, uma pesquisa com mais de 3.200 executivos e profissionais de TI de 44 países, incluindo o Brasil, aponta que 57% das companhias devem aumentar os investimentos em cibersegurança em 2021 em relação ao ano passado. De acordo com análise realizada na Compugraf, empresa referência em segurança da informação, os investimentos em proteção estão se tornando um diferencial competitivo no mundo corporativo neste ano.

Além do prejuízo financeiro, as empresas perdem valor competitivo frente aos concorrentes, sem contar a imagem negativa perante ao mercado. Uma companhia que deixa de cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) perde pontos em todos os sentidos, principalmente ao fechar negócios. Quase ninguém optará por ter relações comerciais com uma empresa não aderente à Lei de Privacidade.

A consequência desse movimento também é por conta da LGPD, que entrará em vigor oficialmente em agosto e pode resultar em multas às empresas que não tratarem dos dados pessoais dos clientes. O descumprimento dela pode variar de 2% do faturamento bruto a R$ 50 milhões (por infração).

Grande parte do empresariado ainda tem a visão de que investimento em segurança da informação é somente essencial para as organizações de grande porte ou relatam que é algo fora da realidade deles. Existem pontos simples que as empresas podem e devem seguir e que são essenciais em qualquer cenário, deixando-as seguras e livres de multas. Elas devem identificar e cuidar de forma crítica de quatro pontos cruciais: pessoas, processos, ferramentas e documentos.

Preparação interna

Além dos investimentos, outra preocupação é a conscientização da importância da LGPD e de um ambiente de trabalho seguro entre os colaboradores, visto que em muitos casos essa é a porta de entrada para os ataques cibernéticos nas empresas. Nesse caso, é preciso focar como a internet deve ser utilizada em cada setor, o que é permitido ou não. Feito isso, inicia-se o mapeamento de todos os dados que constam no sistema da companhia e também a definição da equipe responsável por cuidar da nova área de cibersegurança.

O executivo argumenta ainda que quanto mais dependente do ambiente virtual e da tecnologia é um negócio, mais importante é manter os dados protegidos, uma vez que as empresas passaram a considerar a segurança da informação como um critério primordial para estabelecer novas parcerias comerciais. As organizações que incluem esse investimento como prioridade já estão sentindo impacto positivo nos processos internos, com os clientes e também com os fornecedores.

Via: CanalTech
Vazamentos de dados cresceram 47% desde o início da pandemia

Vazamentos de dados cresceram 47% desde o início da pandemia

A disseminação do novo coronavírus se tornou, além de um problema de saúde pública, uma questão de segurança digital. Agora, esse aspecto surge com evidências numéricas em um estudo da PSafe, que revelou um aumento de 47% no número de empresas vítimas de vazamentos de credenciais e informações confidenciais desde março, quando a pandemia foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O aumento se refere ao número registrado no trimestre anterior e, para os especialistas em segurança, é um reflexo direto da adoção acelerada do home office na maioria das empresas ao redor do mundo. O trabalho a distância teve de ser implementado às pressas e sem os protocolos de proteção necessários, o que acabou fazendo com que o mercado corporativo se tornasse um alvo ainda maior para os hackers.

“Os colaboradores passaram a utilizar o Wi-Fi de suas próprias casas, que não proporcionam o mesmo nível de segurança das redes empresariais. O próprio dispositivo [também está sendo usado para trabalhar], algo que, sem uma solução de segurança adequada, põe em risco os dados confidenciais”, explica Marco De Mello, CEO da PSafe. Para ele, a adoção do home office levou não apenas a atropelos na implementação de salvaguardas, mas também criou novas necessidades que não estão sendo atendidas.

O executivo aponta, ainda, a iminência da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passa a valer em agosto deste ano. Com as novas exigências do governo, que se não cumpridas, podem resultar em multas e sanções, as companhias têm uma nova preocupação relacionada à segurança, que surge em um ambiente no qual sua implementação pode não ser das melhores.

“A conjuntura dois fatos reforça que é preciso interceder com rapidez”, completa Mello, indicando a adoção de soluções de segurança corporativas como o melhor caminho. Plataformas de gerenciamento e monitoramento de rede, assim como sistemas de controle de acesso se tornaram essenciais para garantir proteção nestes momentos complicados, com as defesas continuando de pé mesmo com um eventual retorno às atividades presenciais.

Além disso, os colaboradores e administradores devem ficar atentos a ataques de phishing e golpes que usam engenharia social como porta de entrada para as redes corporativas. Por fim, o ideal é manter soluções de segurança atualizadas, assim como os próprios dispositivos conectados às infraestruturas internas, como forma de mitigar falhas conhecidas que possam ser exploradas por criminosos.

Via: CanalTech

Fonte: PSafe